quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011

Habitação com mais qualidade !


Extra, Maria Clara Serra, 03/fev

Agora é realidade: o teto dos imóveis do programa "Minha casa, minha vida" destinados a quem tem renda de R$ 1.395 a R$ 4.900 subiu para R$ 170 mil. As discussões sobre o novo valor começaram no fim do ano passado e, ontem, o Conselho Curador do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) conseguiu a aprovação do governo. Com isso, a expectativa do diretor da Estrutura Consultoria, Bruno Theodoro, é a de que os interessados em financiar um imóvel pelo programa dentro dessa faixa vejam a oferta de unidades aumentar cerca de 40%.
Theodoro descarta a possibilidade de haver especulação imobiliária por conta da mudança:
- O preço não vai aumentar, pois a concorrência é grande. Com o teto de R$ 130 mil, as empresas tinham que operar milagres para enquadrar os empreendimentos no programa, pecando na qualidade. Agora esse problema será muito menor.
De acordo com Henriqueta Arantes, integrante do Conselho Curador do FGTS, a busca pela melhora da qualidade foi o que motivou a elevação do teto.
Faixa fixa
O conselho também está discutindo o aumento da renda máxima permitida pelo programa. Em medida provisória elaborada no fim do ano passado, o então presidente Luiz Inácio Lula da Silva pediu que o teto ficasse em dez salários mínimos, em vez dos R$ 4.900 considerados atualmente.
Os conselheiros, porém, querem manter a renda máxima em R$ 5.250, desvinculada do salário mínimo. A faixa de imóveis subsidiados pelo governo, segundo Henriqueta, continuará a mesma, de R$ 465 e R$ 1.395. 


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